Antonio Martins

Parabéns pelo texto. Acho muito feliz, em particular, a ideia de “superação do capitalismo” ou, em outras palavras, “construção do pós-capitalismo”. Ela parece abrir uma janela indispensável: enxergamos que a construção de uma nova lógica social *não* pode ser adiada até o momento da tomada do Palácio de Inverno. E, ao mesmo tempo, não limitamos nosso horizonte à ilusória “humanização do sistema”. Esta nova perspectiva é uma descoberta, não uma invenção: *já existem* inúmeras ações de construção de pós-capitalismo em andamento. Desde as mais simples (as pessoas que se dedicam a alegrar crianças no tempo livre, ao invés de fazer um curso de aperfeiçoamento indicado pela empresa, para ascender na carreira) até as que atingem o sistema no coração (o software livre, que ganha espaço num terreno essencial da economia). Acho que nosso papel, nos próximos anos e décadas (ou gerações, como você sugere) será estudar as formas de multiplicar es tas iniciativas, ações e projetos, até o ponto em que se tornem predominantes. Nesse momento, as formas capitalistas serão um triste e cada vez menos relevante testemunho do passado.

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